Entraste sem o meu consentimento,
me fizeste refém do teu amor!
Usaste tuas armas sem pudor,
calaste com teu beijo, meu lamento!
Teu escravo me senti nesse momento.
Abusaste de mim com teu calor!
Inda vejo em teus olhos o ardor,
e a fúria do teu peito em movimento!
O teu corpo tomado de loucura,
acarinhava o meu com tal ternura,
que dei por mim gritando fortemente:
Me amarra no teu tronco, me castiga!
Com teus doces carinhos me fustiga;
Mantém-me teu escravo eternamente!
Lagos, 16/10/2006 |
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soundback: declamação de Anna
Müller
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