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O
futuro
de
nossas
vidas,
nossas
mãos,
dizem:
conter.
Por
isso
as
trago
escondidas…
Minhas
mãos
não
deixo
ver!
Tenho
procurado
em
vão,
saber
se
quando
nascemos
nosso
destino
trazemos,
como
por
obrigação,
traçado
na
nossa
mão!
Se
as
linhas,
curtas,
compridas,
poderão
mesmo
ser
lidas?
Se
acaso
não
nos
iludem...
E
realmente
traduzem,
o
futuro
de
nossas
vidas!
Há
uns
que
dizem
que
sim!
Outros
há,
que
dizem
não!
Quem
será
que
tem
razão?
Será
que
olhando
p’ra
mim
logo
ditam
o
meu
fim?
Será
que
existe
poder,
Para
o
poderem
fazer?
Que
tudo
está
registado…
Que
o
futuro
e
o
passado,
Nossas
mãos,
dizem:
conter!
Desconheço
meu
futuro,
o
que
tenho
reservado,
para
o
que
estou
guardado!
O
meu
fim
é
obscuro?
Aguardo
firme,
seguro!
De
pessoas
atrevidas,
fujo
às
suas
investidas!
Querem
ver
a
minha
mão?
Não
lhes
dou
satisfação,
Por
isso
as
trago
escondidas!
O
destino,
Deus
me
deu.
Se
é
bom
ou
mau,
é
o
meu!
Se
não
o
posso
evitar,
para
quê
contrariar?
P’ra
quê
fugir?
Quem
sou
eu?
Passado?
Quero
esquecer!
Futuro?
Não
quero
ver!
Assim,
por
essa
razão,
Aos
bruxos
não
dou
a
mão…
Minhas
mãos
não
deixo
ver!
Lagos,
13/01/08 |
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soundback: declamação de Anna
Müller
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