Não me forcem a ir onde não quero!
Não me indiquem caminhos que detesto!
Antes ser rotulado, que não presto...
Porque a hipocrisia, não tolero!

Eu por aí não vou! Sereno espero,
da vossa boa fé, o manifesto.
A minha dignidade não empresto,
a quem tudo oferece, e nos dá zero!

Na vossa verborréia predilecta,
não me apontem o Éden como meta,
me deixem estar mal aonde estou!

Aqui conheço toda a malandragem!
Todos os campeões da vilanagem...
Daqui não vou sair, p’ra aí não vou!

Lagos, 10/10/2006

 

 

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soundback: declamação de Anna Müller