Alfredo dos Santos Mendes

Peguei na minha caixa de aguarelas.
Fui passando o pincel em todas elas,
p´ra conseguir um tom anil, sagaz...
Na minha inconsciência de criança,
tentava conseguir a cor da esp’rança,
para pintar meu mundo envolto em paz!

Com a cor do amor pintei a guerra.
Com a cor da amizade toda a Terra,
usando a cor fraterna como fundo.
À cor negra do ódio emulsionei:
Toda a cor da bondade que encontrei,
E revesti de auréola todo o Mundo!

As cores da arrogância retirei.
Os laivos de inveja não deixei.
Apenas cores suaves fui criando.
Com a paleta cheia de ilusões...
Com pigmentos repletos de emoções...
Um novo ser humano fui pintando!

Com um traço pintei felicidade.
Pintei de cor alegre a igualdade...
Surgiu uma estranha criatura.
Fui retocando aqui, ali, além.
E por mais que eu quisesse pintar bem...
Tudo ficava frouxo, sem textura.

Fiz sem querer, a Torre de Babel!
Aquelas cores confusas no papel,
transformaram meu dia em noite escura!
Senti a cor da ira no meu peito.
Olhei as cores confusas, sem preceito.
Rasguei em pedacinhos a pintura!

 

 

 

 

 
UK Casinos
Casino

 



|
|voltar|

 

 

websites