Vinte seis diferentes caracteres,
que terão o sentido que quiseres
Dependendo do seu ordenamento.
Podem falar de amor, fraternidade.
Ser instrumento de felicidade,
ou ordem que transmite sofrimento!

São símbolos que expressam o sentir!
Traduzem na verdade e no mentir,
aquilo que nos dita o pensamento.
Por vezes se apresentam sibilantes...
Como fio de navalha... frios cortantes...
Ou suave como doce sentimento!

Palavras mil, pudemos escrever.
E na sua leitura compreender,
o mistério de histórias inauditas.
E fica transparente o mais cerrado...
Translúcido e mais iluminado...
São como um cristal, as palavras ditas!

Tem musicalidade se há ternura.
Tem repressão se dita com censura.
Tem melodia... dita com amor!
Com palavras se dita: a guerra ou paz!
Através das palavras se é capaz,
de fomentar o ódio, e o horror!

Falar só por falar, e não pensar...
Nos faz lembrar alguém que quer pesar.
numa arcaica balança sem fiel.
A balança, balança meia louca.
Sai a palavra assim da nossa boca,
sem nexo, sem sentido, em tropel!

Lagos, 01/06/2002
Alfredo dos Santos Mendes
Menção Honrosa
Poesia Livre
VI Concurso Literário - Algarve/Brasil 2002

 

 

 

 

 
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