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Ando em busca de verdades
Que me sejam realidades.
Essa tal moralidade...
Padrões, valores,
Criados pela humanidade
Através dos tempos, idades,
Ventos, movimentos.
Tolerados, combatidos,
Questionados, modificados.
Um ou outro, falidos,
Outros tantos, resguardadas particularidades,
Preconceitos, sobriedades...
Veladas libertinagens,
Algumas traquinagens,
A cada um, sua relatividade...
Que perigosa é a radicalidade!
Hipocrisia, tolerância,
Em prol da tal sociedade;
Por maior que seja a discrepância,
Muito direito a ser...
Onde começa ou acaba o dever?
Tudo muito certo, justo, reto
Honesto, circunspecto...
Na sua maioria tudo só imagem, reflexo!
E cobram, questionam,
Caráter! dignidade!
Lisura, retidão, postura...
Quanta rompância!
Ando por esta vida, em busca de verdades,
Que me sejam palpáveis realidades.
Que me afastem de teóricos, retóricos...
Das aparências,
Infindas conveniências
Para o bem das convivências.
Quem sabe n’alguma confluência
Vislumbre transparência, coerência...
Rosany Costa
(Plenytude)
CG 2/7/2002 05:15:16 |